No terceiro episódio da segunda temporada do Podiversas, Marcos Veloso, mestrando em comunicação na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), fala sobre como promover experiências cinematográficas verdadeiramente acessíveis.
Ouça o episódio abaixo pelo Spotify ou em uma das plataformas a seguir: Deezer, Amazon Music ou YouTube Music.
Leia abaixo a transcrição do episódio:
MARCOS
Olá, Você está no Podiversas e essa é a nossa segunda temporada. Nosso podcast é um espaço de troca e diálogo onde a ciência e o conhecimento estão a favor da sociedade. Nesta temporada, damos voz aos pesquisadores do projeto Somos Diversas e seus trabalhos apresentados no primeiro simpósio de acessibilidade e comunicação Somos Diversas, que aconteceu na Universidade Federal da Paraíba em João Pessoa. Em cada episódio, você vai conhecer estudos, ter acesso a dados, vivências e iniciativas que buscam transformar realidades e diminuir barreiras físicas, comunicação, atitudinais e institucionais que impactam pessoas com deficiência.
No episódio de hoje conheceremos o trabalho apresentado por este locutor que vos fala.
Me chamo Marcos Fernandes, mas pode me chamar pelo meu apelido que é Marcos Paque.
Sou mestrando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação na Universidade Federal da Paraíba, e no primeiro simpósio de Acessibilidade e Comunicação, apresentei o trabalho intitulado O Som Como Ferramenta de Acessibilidade Visual no Cinema Brasileiro.
Sendo assim, prepare-se, pois o conhecimento, inclusive, começa agora.
MARCOS
Eu vou apresentar um recorte da minha pesquisa. Eu trago o som como ferramenta de acessibilidade visual no cinema brasileiro, mas especificamente no cinema paraibano. Eu sempre gosto de iniciar com a provocação de que, quando Deus falou faça-se a luz, ele começou falando, né? Então o som veio antes da luz. Eu sempre gosto de brincar um pouco disso. É até uma passagem que eu coloco na minha própria dissertação. No início tudo era verbo, no início tudo era som. E de fato, se a gente vai colocar historicamente, você vai ler um pouco o próprio Harari, o antropólogo. Eles falam da importância do som nas culturas antigas. Nossos ancestrais, a forma de como a gente perpassava o conhecimento era muito através da oralidade, muito através da vocalização. E a partir do momento ali, talvez já escrita, mas alguns pesquisadores atribuem até à igreja católica, um pouco como culpada disso. Quando Deus, na igreja católica, começou a ser representado imagéticamente, aí começou-se um desuso, um pouco do som, um esquecimento do som de forma geral. E até hoje a gente tem esse percaço, mas também, as limitações tecnológicas, assim, dentro do cinema, o som começou a ser operacionalizado de maneira comercial, industrial, a partir de 1927. Então a gente tem pouco menos, nem 100 anos ainda, de um cinema sonoro comercial.
O primeiro filme, em 1927, para cá, não tem nem 100 anos, mas assim, não significa o marco do início do cinema sonoro, porque há pesquisadores que falam que no cinema, eles sempre quiserem ser um cinema sonoro. A gente não tinha atributos tecnológicos para poder sincronizar o som e a imagem, ali em 1800 e Tarará, quando o Deus inicia o cinema, através da invenção dos irmãos Lumiere. A gente não tinha um aparato certo para sincronizar a imagem em som naquele momento. A gente tinha, naquela época, meados do século XIX, ali uma tentativa de sincronização, nesse ciclo de armazenamento de som, com as invensões de Tomas Etts, e também tem um do… Agora esqueci o nome dele, mas foi um dos primeiros relatos de produção sonora, que foi em 1857. Você tira um recorte, assim, da humanidade. É quanto tempo a gente existe como humanidade? É quanto tempo a pintura existe, por exemplo, como forma de representação cultural? E quando o som só começou a ser arquivado, a partir de 1857, digamos assim, nem arquivado de forma totalmente efetiva. Então a gente tem, de certa forma, um apagamento do que eram os sons que a gente escutava anterior, eu digo, até 1950, quando começou-se a pensar um pouco a respeito dos entrelaçamentos que o som tem para com a nossa vida. Eu trago até uma situação do Noval Baiteiro, nesse livro, A Era da Econofagia, Reflexões sobre a Imagem e a Comunicação Mídica e Cultura, em que ele fala que o sentido reinante nosso campo é a visão.
Antes de eu continuar a situação, queria falar que meu slide, o primeiro, ele só tem… É um slide bem limpo, branco, no canto superior tem PPCG, Programa de Pós-Graduação e Comunicação, a logo dos Somos Diversas e da CAHPS. Logo abaixo o título, meu nome e da professora Flávia, e segue sempre essa lógica de fundo branco e um texto só para eu acompanhar. Então, voltando à situação do Prof. Noval, ele fala que o sentido reinante do nosso campo é a visão, sentido da distância e da separação por excelência. Encontro os outros sentidos, como o tato e a audição caíram no desuso alarmante, se tornaram obsoletos e se atrofiaram, reduzindo as possibilidades do mando, sem nos propor solução. Ou seja, a gente, muito na cultura visual, como alguns pesquisadores vou chamar de uma cultura visocêntrica, ou até mesmo óculoscentrista, colocamos, atribuímos sempre o valor ao sentido da visão, esquecendo os outros sentidos. Tem outra pesquisa, tá me fugindo os nomes, tá pessoal, mas eu vou lembrar, se eu lembrar, eu vou trazendo, vou resgatando. Mas em que há uma interação muito grande, em como a gente sente o gosto das comidas através de sonhos. Esse pesquisador, lá nos Estados Unidos, agora esqueci o nome dele, é da psicologia, ele fez um experimento com batatas fritas. E batatas fritas que produziam a frequência entre 1.000 Hz até 3.000 Hz, dava uma sensação de crocância maior, mesmo que aquelas batatas fritas tivessem velhas. Mas as pessoas sentiam como se elas fossem mais crocantes e novas, mesmo não sabendo que elas são batatas fritas velhas. Então só com o som, a gente consegue até dar sabor às coisas, né? Também tem nessa mesma linha de pensamento, o próprio lugar onde se coloca o café também, do ponto de vista visual, se é uma xícara branca, ou para algumas pessoas interfere no gosto do café, inclusive. Então, dentro dessa minha perspectiva, fazendo um pouco desse recorte do som, a gente tem uma baixa produção acadêmica ainda do som no cinema brasileiro, mas eu não digo nem no som no cinema brasileiro, digo no som de forma geral.
O pesquisador Carrero, Rodrigo Carrero e a Luiz Alvin, nesse artigo, eles atribuem até a uma falta de entendimento do cinema no campo das artes, porque se você observa, na maioria das universidades no Brasil, o cinema está inserido dentro do campo da comunicação. A gente não está inserido no campo das artes, até eles têm um um empecilho, de certa forma metodológico, para inserir-se. Eles trazem nesse artigo, né? Então, o som, no meu trabalho, eu trago ele como mediador estético informacional da experiência audiovisual. Ainda retomando o ponto anterior sobre a escassez de pesquisas relacionadas ao som no audiovisual brasileiro, quando a gente entrelaça a acessibilidade e som, tanto no âmbito brasileiro como no âmbito internacional, as pesquisas são ainda mais escassas. Então, a gente já tem uma baixa produtividade acadêmica no sentido de entender o som como um mediador da experiência audiovisual, e isso também porque, como havia mencionado, o cinema não nasceu com o som sincrônico. Então, demorou-se a começar as pesquisas relacionadas ao som como um mediador da experiência no cinema. Até quando iniciou-se o cinema sonoro, houve manifestos de diretores falando que o som poderia acabar com a liberdade artística deles, a liberdade de… ia limitar as possibilidades artísticas. Então, você vê como a exceção de uma tecnologia exceção de uma nova cultura dentro da cultura audiovisual mexeu de forma geral. Mas a gente hoje tem cinema sonoro. Ninguém vai… Quando surgiu o cinema sonoro, ele teve esse boom para alguns diretores famosos da época, agora não estou me recordando o nome desse manifesto, mas surgiu essa perturbação dentro da cadeia, porque mudou de certa forma a maneira como eles trabalhavam dentro de um set de filmagem. Sets de filmagem eram constantemente ruidosos, barulhentos. Os atores e atrizes não precisavam ter uma voz condizente com a cena.
Então, quando chegou o cinema sincrônico, o cinema falado, alguns atores e atrizes perderam até os trabalhos porque não condiziam os personagens com a voz. Se eles iam interpretar um cara musculoso, grandão em um filme, mas tinha uma voz fina. Então, acabava que ele não ganhava o filme mesmo tendo o perfil para aquele filme. Então, muitos atores famosos perderam os empregos naquela época. Então, mexeu de certa forma com a indústria. E faz esse burburinho mesmo. Então, a gente tem uma relação, eu trago uma relação simbiótica dentro desse meu trabalho, entre só uma imagem no cinema, na qual vivem a reboque, ela vai chamar de um cinema sinestésico nesse sentido de sinestesia de abalar todos os sentidos. Porque quando a gente está numa experiência cinematográfica, quando ele estamos experimentando o filme, estamos também sentindo esse filme. Porque o som, eu tenho a lembrança de uma citação do próprio Schaefer em que ele traz assim o som ele converte a interagem com um tato a nossa experiência tátil nas frequências baixas. E tem um exemplo claro disso no filme Irreversível, de Gaspanóé. Ele utiliza uma frequência baixa de 27 Hz. Hz é a quantidade de vibração por segundo de um som. Estou usando termos técnicos do mil perdões, mas essa sensação de 27 Hz no filme Irreversível fazia vibrar os órgãos dos espectadores. Esse efeito foi usado durante uma hora de filme, durante essa primeira hora de filme, para quem estava no cinema, era a hora mais turbulenta do filme, então você via muitas imagens horrendas, momentos de angústia de você querer vomitar, então as pessoas atribuíam à imagem aquilo, mas tinha uma frequência fazendo os órgãos delas vibrarem para causar essa sensação de Náusea, essa sensação de estranhamento para o que se está vendo. Então era um casamento entre ambos, você tinha o tato além da audição e também além da imagem visual trabalhando juntos.
Esse é o cinema cinestético, cinema que ativa todos os sentidos. Então pegando esse gancho, eu entro no escopo do cinema acessível trazendo também pro Romero Fresco e outros autores dentro do campo da acessibilidade no cinema que seria um tipo de cinema em que ele aborda desde a sua pré-produção desde a sua construção a acessibilidade traz acessibilidade como um fator criativo porque hoje em dia, como a própria Lelina Tavales, que eu gosto muito de citar, a pesquisadora da UFPE criadora do Verovino, uma pessoa maravilhosa, ela traz no seu trabalho de tese de doutorado uma noção de pós-pós-produção. Então como a gente viu hoje de manhã com a professora Flávia na sua oficina, e durante toda a nossa discussão do dia de hoje, por um lugar de acessibilidade, mesmo no cinema em uma posição de gente, temos o filme colorido editado, som mixado feito, editado, tudo falta distribuir, mas antes distribuir tem a acessibilidade, faz seu trabalho aí mas não tem como trabalhar em cima faz seu trabalho, manda alguma coisa e pronto, o filme está acessível, pessoal, temos áudiodescrição no filme, olha que acessibilidade magnífica!! É dessa forma que muitos filmes, eu não vou generalizar dizer que todos os filmes são assim porque a gente tem exemplos do próprio Homero Fresco, da própria Mariana Lopes, na Universidade do Reino Unido, que trazem essa noção de um cinema acessível, de você construir junto acessibilidade e acessibilidade como parte visual do departamento de som, então, dentro desse meu trabalho eu trago acessibilidade, a consultoria em audiodescrição, o próprio audio descrito junto para o departamento de som, para a gente trabalhar durante a edição do filme. Dentro dessa perspectiva, a questão que eu trago nesse meu trabalho de mestrado é como som filmico de 2 curtas metragens de baixo custo foram concebidos com o intuito de proporcionar maior autonomia e experiência para pessoas, como deve ser visual, eu trago aqui as palavras autonomia e experiência porque a gente quer amplificar a experiência do público como deve ser visual e trazer mais autonomia no entendimento da trama.
Então, a gente contribui com o som fílmico que proporcione maior autonomia como já bem dito, bem explicado na própria pergunta, para repensar a cadeia e os processos de construção do filme do som no filme porque o som já é algo tido como patinho feio da produção cinematográfica, então, quando o departamento de som vai questionar alguma coisa do ponto de vista do enquadramento da imagem, como eu vou colocar o microfone aqui no ato da produção, a gente às vezes já é rechaçado, falam não, a fotografia decidiu assim, a arte decidiu assim, então a gente vê uma cultura muito imagética e fala não, o som a gente pensa na pós, produção, deixa isso para depois a gente constrói depois, ainda há esse tipo de pensamento, não só na cultura audiovisual brasileira, mas também no âmbito industrial geral, eu não sei se eu trago isso um pouco para o campo da formação dos alunos, uma pesquisa para se incrementar talvez, possivelmente, algumas perspectivas futuras de pesquisa para entender como são formados os cineastas, a própria Mariana Lopes, ela tem um trabalho no qual ela faz uma interação direta com estudantes da universidade de York mostrando a sensibilidade como um ponto de partida na construção dos seus filmes. Então é algo nesse próprio trabalho dela, retomando, ela mostra essa interação de como funciona com os alunos e como os alunos vivenciaram um novo tipo de experiência audiovisual, a experiência de criar um cinema novo, então é algo para se pensar durante o futuro, de você ver como é tido dos PPCs dos cursos de cinema, de audiovisual, como a sensibilidade é tida nessas construções de cinema, nesses olhares para o cinema.
A metodologia que eu estou utilizando no meu trabalho está sendo um levantamento de análise de manuais de construção cinematográfica de sonhos e está sendo uma alta tecnografia do meu processo, ou seja, eu estou trabalhando com dois filmes de abordagens diferentes, porque em um filme eu estou trabalhando na pós-produção, somente trazendo a sensibilidade na pós-produção, e no outro filme eu estou construindo na pré-produção junto com o diretor, junto com a consultoria, ainda não comecei a pré-produção desse filme, também não comecei a pós-produção no outro filme, ainda estão em fase de encaminhamento, mas a ideia é trabalhar um filme na pré-produção com a interação com o diretor, com a consultoria e a sensibilidade, o audiodescritor, para a gente construir a sensibilidade na pré-produção. E outro vamos utilizar a lógica do mercado, mas agora botando a sensibilidade como um trabalho do editor de som, vamos ver como é que fica, como é que sai esse resultado, por isso que eu trago essas duas abordagens durante as minhas fases de pesquisa de trabalho e até agora a gente conseguiu resultados relativamente esperados, porque a forma que a gente está trabalhando nessa pesquisa é um pouco de redundância, mas não redundância entre imagem e som, aquilo que eu vejo na imagem eu escuto no som porque nem tudo a gente pode atribuir no som. O que a gente pode atribuir é um sentimento da cena, um sentimento da imagem, não no sentido de repetição como eu trago aqui, um sentimento não no sentido de repetição, mas o sentimento que aquela imagem traz, como é que eu posso utilizar a minha banda sonora para mobilizar, para mediar o sentimento do espectador, seja com a música, seja com o efeito, seja com o próprio diálogo do personagem, a pesquisa da própria Deborah Polsk nas fotos do doutorado, ela traz como a voz, como a edição de diálogo, como o diálogo pode ser um elemento fortemente mediador de sentimento, quanto um efeito sonoro ou uma música só através da respiração, da fala e da forma que o personagem vocaliza, ele já consegue trazer um sentimento da cena, um grito, uma voz mais íntima enfim, a mudança na organização reorganiza a equipe. Tira-se a acessibilidade da pós-pós-produção traz a acessibilidade para a produção no caso de um filme e o outro filme, eu trago para a pré-produção.
Mas o tipo de audiodescrição que eu estou trabalhando nesses dois filmes é diferente. Em um é a audiodescrição tradicional, e no outro filme eu trabalho com a audiodescrição trazida por Lops que ela chama de Audiodescrição Aprimorada, em Hacy de Audio Description, mas também trabalho a audiodescrição tradicional nesses filmes, por que? Porque traz escolha a pessoa, que ela possa escolher que tipo de audiodescrição ela quer ter naquele filme – a audiodescrição aprimorada segundo a própria Lops é uma audiodescrição em que o próprio personagem se descreve além do próprio personagem se audiodescrever. Há também uma mixagem do filme de forma binaural ou seja, quem vai escutar o filme com fones de ouvidos há uma imersão maior com o filme. A Netanyada Mento é uma pesquisa recente, acho que tem menos de 10 anos desde a primeira publicação dela, mas conseguiu financiamento há pouco tempo, então ela está desenvolvendo e também está experimentando como ela pode fazer isso com um sistema de préprodução surround de cinema, como ela pode trazer a audiodescrição para o próprio filme, a acessibilidade para o próprio filme.
Para finalizar e para deixar de maneira mais prática essa minha fala, essa última fala sobre a audiodescrição aprimorada, seria como se eu fosse um personagem de um filme e estou aqui parado, olho o relógio, olho para um lado, olho para o outro, olho novamente o relógio, eu estou esperando alguma coisa e a audiodescrição, a tradicional, vai trazer isso, que eu estou esperando, por exemplo, um ônibus e claro, vou estar em uma parada de ônibus, vai estar claro que eu estou esperando um ônibus, que eu estou atrasado, porque estou olhando o relógio. A a audiodescrição aprimorada seria o áudio descrevendo voltado para algum elemento narrativo, então, seria 9 horas, esse ônibus ainda não passou, rapaz, vou me atrasar para o trabalho se eu me atrasar, estou lascado, porque me atrasei ontem, atrasei antes de ontem, então, se esses elementos foram trazidos no filme, seriam replicados agora novamente, se ele já tivesse atrasado por causa do ônibus, então, é você utilizar a audiodescrição de maneira criativa e trazer um novo tipo de escolha, porque a pessoa vai poder escolher, ela quer ouvir a audiodescrição tradicional ou a audiodescrição aprimorada? É você ter escolha no tipo de acessibilidade que você quer na sua experiência cinematográfica.
MARCOS
Hoje, conhecemos um pouco do meu trabalho de pesquisa. Reforçamos que nossa segunda temporada é composta por 7 episódios. Esperamos que tenha gostado e que possa compartilhar com outras pessoas ao seu redor. Não se esqueça de seguir a gente no Instagram @projetosomodversas. Você pode ouvir este e outros episódios no seu agregador de podcast favorito. Este episódio contou com a edição e a locução de Marcos Paque e Roteiro de Talita França.
Ah, e não custa nada relembrá-los que a inclusão é uma construção coletiva. A universidade produz pesquisas para auxiliar nessa jornada, mas as mudanças dependem da conscientização e da ação de todos. Continue com a gente nessa caminhada por uma sociedade mais acessível, diversa e plural. Até o próximo episódio.
O Podiversas é uma iniciativa do Observatório da Linguagem e Inclusão que integra o projeto de pesquisa Somos diversas financiado com recursos provenientes da CAPES, coordenação de aperfeiçoamento de pessoal de nível superior.